Eu penso que nós - nós, todos nós, eu, você, sua mãe e seu pai também... e também aquela pessoa que só cruzou com você uma vez na vida, em uma plataforma do metrô, e apesar de vocês morarem na mesma cidade, e gostarem dos mesmos filmes, talvez até dos mesmos livros, vocês nunca mais vão se ver na vida - eu penso que a gente acredita que tomou a decisão certa como uma forma de proteção. Seguramente a neurociência e a psicologia poderiam explicar isso, cada disciplina desde seu cerne, desde sua visão. Mas... agora eu não quero buscar referências, todos os estudiosos e especialistas que me desculpem, porque esse texto é apenas uma divagação.
Penso que nós acreditamos que tomamos a decisão certa e tratamos sempre de defender isso, das mais variadas maneiras. Afirmamos e reafirmamos nossa decisão para o vizinho, para o amigo - o novo e o antigo - para a família, para o antigo chefe, para aquela amiga com quem você estudou no primário e que mora em outro país e faz muitos anos que você não vê. Todo o tempo estamos tratando de defender o correto e o certo que existe nas nossas decisões. Óbvio, fazemos isso com todos e, sobretudo, conosco. Aqui o espanhol me parece perfeito, porque se diria "lo hacemos con nosotros mismos". Nosotros me soa muito mais pessoal que nós.
Longe de querer aniquilar a fortaleza psíquica de quem quer que seja, penso que seja saudável um mínimo de distanciamento... refletir sobre quão frágil e efêmera é a vida. Refletir sobre quão veloz é o tempo que nos atravessa. E, humildemente, perguntar-se a si mesmo: "eu tomei a decisão certa?"
Aqui, humildemente penso... não sei se está tão bem não unir as pontas da vida... meu passado, minhas raízes, e o futuro, as sementes.
Muitas saudades de você, meu amado pai...
Penso que nós acreditamos que tomamos a decisão certa e tratamos sempre de defender isso, das mais variadas maneiras. Afirmamos e reafirmamos nossa decisão para o vizinho, para o amigo - o novo e o antigo - para a família, para o antigo chefe, para aquela amiga com quem você estudou no primário e que mora em outro país e faz muitos anos que você não vê. Todo o tempo estamos tratando de defender o correto e o certo que existe nas nossas decisões. Óbvio, fazemos isso com todos e, sobretudo, conosco. Aqui o espanhol me parece perfeito, porque se diria "lo hacemos con nosotros mismos". Nosotros me soa muito mais pessoal que nós.
Longe de querer aniquilar a fortaleza psíquica de quem quer que seja, penso que seja saudável um mínimo de distanciamento... refletir sobre quão frágil e efêmera é a vida. Refletir sobre quão veloz é o tempo que nos atravessa. E, humildemente, perguntar-se a si mesmo: "eu tomei a decisão certa?"
Aqui, humildemente penso... não sei se está tão bem não unir as pontas da vida... meu passado, minhas raízes, e o futuro, as sementes.
Muitas saudades de você, meu amado pai...
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